Terminais
de
Contêineres

Excelência Portuária

US$ 850 milhões em investimentos

 

O Contêiner - 50 anos
Soberania na logística mundial

O contêiner, criado por Malcom Mclean nos anos 50 – com o aquecimento da economia americana –, foi adotado como acondicionamento-padrão da carga geral a partir da década de 80, representando profunda revolução tecnológica ao minimizar custos e formatar a moderna logística multimodal. Com a resultante expansão dos mercados, a logística passou a constituir fator crucial da competitividade das empresas e dos países.

O tamanho dos primeiros contêineres resultou de uma equação simples: ser divisível pelo comprimento útil do navio utilizado no transporte, gerando o maior número possível de espaço para acomodá-los. Posteriormente, ao possibilitar a padronização da carga geral, o contêiner permitiu a interatividade entre os processos de aperfeiçoamento logístico e organizacional. A uniformização viabilizou o desenvolvimento de equipamentos específicos, capazes de intensificar a produtividade.

Para inserir o Brasil na rota do contêiner, os terminais especializados realizaram investimentos em modernização que levaram o país a movimentar a expressiva marca de 3,7 milhões de unidades no ano passado. Em 2006, o volume deverá ser de 4,1 milhões. Antes da privatização, eram embarcados oito contêineres/hora nos portos brasileiros. Atualmente, o índice aumentou para 50 unidades/hora.

Conjuntura Econômica

A participação dos terminais no comércio exterior

- Em outubro, a balança comercial alcançou um superávit de US$ 3,9 bilhões, resultado de US$ 12,6 bilhões em exportações e US$ 8,7 bilhões em importações. No acumulado do ano, a balança registra saldo positivo de US$ 37,9 bilhões, sendo US$ 113,3 bilhões em exportações e US$ 75,4 bilhões em importações. Segundo dados governamentais, todos os resultados dos dez primeiros meses representam recordes históricos.

- Para 2006, a Secretaria de Comércio Exterior estima que as exportações atingirão US$ 135 bilhões e as importações US$ 91 bilhões, gerando um superávit de US$ 44 bilhões.

- Para que o Brasil alcançasse resultados tão expressivos, devem ser considerados os investimentos realizados pelos terminais de contêineres que foram de US$ 903 milhões.

- Após experimentar crescimento excepcional de mais de 200% de 1995 – início da privatização dos serviços portuários – a 2005, quando passou de 1,2 milhão para 3,7 milhões de unidades movimentadas, a atuação dos terminais continua influindo consideravelmente no desempenho do comércio exterior, já que os manufaturados e semimanufaturados são cargas de alto valor agregado transportadas por contêiner.

- A Abratec já congrega 12 empresas filiadas no Brasil, titulares dos mais expressivos terminais de contêineres.

- As estimativas da Abratec são de que, até 2010, a movimentação nos terminais atingirá cerca de 7 milhões de contêineres.

PRIVATIZAÇÃO

A década que revolucionou os portos brasileiros

Desde 1995, os investimentos das 12 empresas associadas à Abratec já somam US$ 903 milhões. Esses recursos elevaram os portos brasileiros a padrões internacionais de eficiência e preço, reduzindo-se em 70% os valores cobrados na movimentação de contêineres, cujo volume registrou aumento expressivo de mais de 200% ao longo do período. Houve incremento de 525% na produtividade do setor e geração de 6.000 empregos diretos.

Os investimentos contemplaram a aquisição de modernos equipamentos (portêineres de US$ 7 milhões cada) e tecnologia (sistemas de informática), obras físicas (construção de berços de atracação e pátios) e especialização de mão-de-obra.

O boom vivenciado pelo setor entre 2003 e 2004 deveu-se, sobretudo, ao aumento da participação dos manufaturados e semifaturados no total das exportações e que chegou a 70%. Como o transporte desses produtos é efetuado, basicamente, através de contêiner, o resultado foi o relevante incremento da participação dos terminais portuários no fluxo do comércio exterior. Além disso, como as cargas conteinerizadas apresentam um preço médio superior às demais, o transporte de manufaturados e semimanufaturados assegura para o Brasil reservas adicionais por tonelada exportada bastante expressivas na receita de exportações. Cada contêiner gera US$ 26 mil de reservas em média.

Balança Comercial

PERÍODO EXPORTAÇÃO IMPORTAÇÃO SALDO
US$ Bilhões US$ Bilhões US$ Bilhões
Janeiro 9,271 6,451 2,82
Fevereiro 8,750 5,944 2,806
Março 11,366 7,731 3,635
Abril 9,803 6,729 3,074
Maio 10,275 7,258 3,017
Junho 11,435 7,363 4,072
Julho 13,622 7,987 5,635
Agosto 13,642 9,127 4,515
Setembro 12,548 8,121 4,427
Outubro 12,661 8,745 3,916
Janeiro/Outubro 113,373 75,456 37,918
Janeiro-Dezembro (Projeção) 135,000 91,000 44,000

Movimentação de Contêineres no Brasil

Movimentação de Contêineres no Brasil - 1996 a 2006 (unidades)

INSTALAÇÕES

Capacidade operacional

Os terminais de contêineres afiliados à Abratec dispõem atualmente de área total de 3,5 milhões de m2 e de 8km de berços de atracação para navios.

O crescimento contínuo do comércio exterior brasileiro tem exigido dos terminais a utilização da sua capacidade operacional instalada, ocasionando a plena ocupação dos seus equipamentos, sistemas e áreas.

A análise da situação atual, aliada à perspectiva de demandas futuras quanto aos fluxos de carga e à evolução da frota mercante mundial, conduz à necessidade da adoção de incrementos operacionais e da expansão das instalações atuais.

A ocupação das áreas portuárias é concedida para empresas comprometidas com investimentos, tradicionalmente, sob o regime de arrendamento. Anteriormente, os arrendamentos tinham prazo de dez anos, sendo que a Lei de Modernização dos Portos passou a permitir prazos maiores. O período de 25 anos é o que tem sido praticado na maioria dos contratos celebrados pelos terminais de contêineres com as autoridades portuárias.

A quantidade de contêineres em circulação no comércio internacional é atualmente de 13 milhões de unidades e a movimentação cresce, em média, 15% ao ano. O incremento da utilização do contêiner em benefício do intermodalismo determina que os terminais especializados disponham de áreas com dimensões maiores, necessárias para sua movimentação e armazenagem.

CABOTAGEM

Cabotagem se revitaliza


A eficiência, a competitividade e a segurança oferecidas pelos terminais de contêineres aos seus usuários têm permitido a revitalização da navegação de cabotagem, proporcionando à matriz de transportes a racionalidade observada internacionalmente e necessária ao Brasil em razão de suas dimensões continentais.

É essencial a eliminação do desequilíbrio atualmente configurado na concentração de cargas nas rodovias brasileiras. O modal rodoviário responde por 63% da totalidade do transporte de cargas no Brasil, enquanto que, nos Estados Unidos, apenas 24% das cargas que circulam no território americano são transportadas por rodovias. Houve uma retomada crescente da cabotagem nos últimos seis anos, da ordem de 57%. A cabotagem é fator de competitividade para o Brasil, pois reduz custos, devendo ser incrementada, já que o país tem 7.400km de costa, com 32 portos. Além disso, 80% da população e 75% do PIB estão concentrados a 200km da costa brasileira, mas apenas 2% das cargas que podem ser acondicionadas em contêineres são transportadas por cabotagem.

O transporte aquaviário é vocação natural no Brasil e, em nome da racionalidade logística, a navegação de cabotagem está sendo revigorada devido à atuação dos terminais de contêineres.


PANORAMA 2010

Movimentação de contêineres até o fim da década

Segundo projeções da Abratec, os terminais movimentarão até 2010 aproximadamente 7 milhões de contêineres. Esse número reflete cálculos efetuados com base no índice médio de crescimento de 13,8% registrado no período entre 2004 e 2006.

O volume total dos contêineres movimentados no comércio exterior brasileiro chegará a 4,2 milhões em 2007, enquanto que as unidades utilizadas na cabotagem atingirão 563.781.

Estimativa da Movimentação de Contêineres 
de 2006 a 2010 (unidades)  
Ano Porto de Santos Brasil
2006 1.700.000 4.186.100
2007 1.934.600 4.763.781
2008 2.201.574 5.421.182
2009 2.505.391 6.169.305
2010 2.851.134 7.020.669


REPORTO
(Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária)

Prorrogação da vigência incentivará novos investimentos

Desde a implementação em dezembro de 2004 do Reporto (Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária), que estabelece isenção e suspensão de impostos para compra de máquinas e equipamentos nacionais e importados, os terminais de contêineres já investiram US$ 231 milhões na aquisição de modernos equipamentos.
A Abratec solicitará a prorrogação do prazo de vigência do Regime que, em princípio, expira em dezembro de 2007. Os terminais de contêineres necessitam continuar investindo para incrementar a produtividade, de modo a atender ao fluxo do comércio exterior, que cresce em torno de 15% este ano. Deve-se considerar, ainda, que as atividades do setor envolvem decisões sobre projetos que exigem elevados gastos financeiros em equipamentos de longo ciclo de produção, a exemplo dos portêineres e transtêineres.


INFRA-ESTRUTURA

É urgente a eliminação de gargalos

No Brasil, os gastos em logística de transportes atingem US$ 75,2 bilhões, o equivalente a 12,4% do PIB. Somente com transporte a despesa é de US$ 42 bilhões, sendo US$ 35,2 bilhões, US$ 2,8 bilhões, US$ 2,5 bilhões, US$ 800 milhões e US$ 700 milhões nos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e aéreo, respectivamente.

Para a redução desses custos é necessário adequar a infra-estrutura do país às exigências do mercado internacional. Nesse contexto, está a responsabilidade governamental em relação à melhoria das condições de acesso aquaviário, ferroviário e rodoviário aos portos, em face do alto desempenho do comércio exterior brasileiro.

Os gargalos existentes estrangulam a movimentação e o escoamento das cargas, gerando intervalos ociosos profundamente lesivos à competitividade dos produtos brasileiros.

É urgente a ampliação dos acessos terrestres, como forma de facilitar o recebimento e a expedição dos produtos no ritmo exigido pelos integrantes da cadeia logística. Já os canais aquaviários necessitam de serviços permanentes de dragagem que assegurem profundidade capaz de possibilitar o pleno carregamento das embarcações, sem prejuízo do volume de cargas contratadas para o transporte.